quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O sangue da buganvília

“Assim as nossas raízes de ferreiros muito antigos vão resistindo ao vento e à tempestade destes últimos tempos que, mais que o vento ou a areia do deserto, nos experimenta os corpos e vai retorcendo as almas. Por isso, às vezes tenho dúvidas e dificuldades quando a conversa tem que ver com buganvílias. É que estas coisas de parentesco são muito difíceis de conhecer bem e distinguir nas nossas terras. De uma coisa estou certa, venha quem vier, mudem as estações, parem as chuvas, esterilizem o solo, somos cada vez mais como as buganvílias: a florir em

sangue no meio da tempestade. “ Ana Paula Ribeiro Tavares, 1998.

sábado, 8 de janeiro de 2011

procura

quero abraçar a palavra
que distraidamente sente o vento
tocando a sua face.