segunda-feira, 30 de julho de 2012
domingo, 29 de julho de 2012
exílio
"Eu própria nem sei o que digo, penso em tantas coisas e ainda sobra um vazio no coração e esse vazio é onde mais dói."
Adriana Lisboa
sexta-feira, 27 de julho de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
delírio
meu corpo está com febre
tremendo incontrolavelmente
o estômago dói
serão os remédios?
ou a cura?
ensandeci?
lsu morreu?
segunda-feira, 23 de julho de 2012
terça-feira, 17 de julho de 2012
clarice lispector
O instante é este. O instante é de uma iminência que me tira o fôlego. O instante que é em si mesmo iminente. Ao mesmo tempo que eu o vivo, lanço-me na passagem para outro instante.
sábado, 14 de julho de 2012
estou
A vida em si é solitária. E só o corpo realmente nos pertence e o que nele contiver. Mas, o sentido da vida é mais amplo - as relações em que estamos inseridos e as significações que nos tocam e nos fazem pulsar, dentro e fora, desejos, escolhas, perdas, fraturas, movimentos, resignificações... o irônico é que a única certeza da vida é a morte, nascemos e vivemos com o duplo. Cada instante é vida e morte presentes. E o meu corpo, sabe/sente, tenta se equilibrar neste tempo e espaço que estou.
sexta-feira, 13 de julho de 2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
domingo, 8 de julho de 2012
em todo caso
as unhas estão mais longas que uma volta na terra
o cérebro não cabe mais no crânio
o coração, maior que um abacateiro
os dentes, todos de vampiro
fincando a própria boca
as articulações, desgovernadas
a voz, fragmentada
os músculos, plumas
o sangue, gasolina
os olhos, ecoando
os sentimentos, sim
palavras, incertas
sábado, 7 de julho de 2012
sexta-feira, 6 de julho de 2012
vezes
a dor está escondida debaixo do nada
mesmo que invisível e impalpável
torna-se um monstro imaginário
mas quando visível e palpável
então, o quê?
real
baque
os movimentos são aleatórios
imprevisíveis
um olho está pendurado
vendo seu entorno balançando
bloco nos pés
tronco podre
céu, céu? carregado
ar entra e sai
diferente
eterno retorno
o chão é movediço
não há onde se segurar
a pele derrete
até a última célula
e vira pó
quantas vezes forem necessárias
chute no peito!
o corpo desestabiliza
o centro muda de lugar
o medo presente
mas,
pupila dilata
sangue ferve
pronta pro ataque!
terça-feira, 3 de julho de 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
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