terça-feira, 29 de janeiro de 2013

g.b.


o exterior e o interior são ambos íntimos; estão sempre prontos a inverter-se, a trocar sua hostilidade. se há uma superfície-limite entre tal interior e tal exterior, essa superfície é dolorosa dos dois lados... "estar-aí" vacila e treme. o espaço íntimo perde toda clareza. o espaço exterior perde seu vazio.

não dão atenção a atividade de uma imaginação efêmera porque incorporaram a angústia, bem antes que as imagens a ativassem no âmago do ser.

... prolongando o exagero, temos, com efeito, alguma possibilidade de escapar aos hábitos da redução. a propósito das imagens do espaço, estamos precisamente numa região em que a redução é fácil, comum.

viver, viver realmente uma imagem poética é conhecer, numa de suas pequenas fibras, um devir de ser que é uma consciência da inquietação do ser... de tal modo sensível que uma palavra o agita.

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