domingo, 15 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
sábado, 24 de janeiro de 2009
Fotografia de Mallarmé
é uma foto
premeditada
como um crime
basta
reparar no arranjo
das roupas os cabelos
a barba tudo
adrede preparado
- um gesto e a manta
equilibrada sobre
os ombros
cairá - e
especialmente a mão
com a caneta
detida
acima da
folha em branco: tudo
à espera
da eternidade
sabe-se:
após o clique
a cena se desfez
na rue de Rome a vida voltou
a fluir imperfeita
mas
isso a foto não
captou que a foto
é a pose a suspensão
do tempo
agora
meras manchas
no papel rastro
mas eis que
teu olhar
encontra o dele
(Mallarmé) que
ali
do fundo
da morte
olha
Ferreira Gullar
premeditada
como um crime
basta
reparar no arranjo
das roupas os cabelos
a barba tudo
adrede preparado
- um gesto e a manta
equilibrada sobre
os ombros
cairá - e
especialmente a mão
com a caneta
detida
acima da
folha em branco: tudo
à espera
da eternidade
sabe-se:
após o clique
a cena se desfez
na rue de Rome a vida voltou
a fluir imperfeita
mas
isso a foto não
captou que a foto
é a pose a suspensão
do tempo
agora
meras manchas
no papel rastro
mas eis que
teu olhar
encontra o dele
(Mallarmé) que
ali
do fundo
da morte
olha
Ferreira Gullar
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
sábado, 27 de dezembro de 2008
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
domingo, 7 de dezembro de 2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
domingo, 30 de novembro de 2008
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
sábado, 15 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
sábado, 1 de novembro de 2008
Por acaso - 01/11/08 - 10:36h
um aluno de faculdade me parou e perguntou
se poderia me fotografar. Eu disse que sim... e foi
estranho estar do outro lado...
nem falei que era fotógrafo."
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
O HOMEM E SUA SOMBRA
13
Um homem nasceu sem sombra
- e na aldeia o evitavam.
No entanto, era apenas
um homem
cuja sombra não se externava.
Era como um mudo
que para dentro cantava
um paralítico
que internamente andava.
Sua sombra
era um pássaro
que sem asa
- voava.
30
Um homem foi visto
vagando no verão
sem sombra
às dez horas.
Tanta luz!
Por dentro
e fora.
Parecia a eternidade
quando se perde
do agora.
35
Era um homem que tinha vertigem
ante o poço da própria sombra.
Por isto retrocedia
quando em suas bordas pisava.
Sua sombra era um buraco negro
onde o dono
se abismava.
Affonso Romano de Sant’Anna
Um homem nasceu sem sombra
- e na aldeia o evitavam.
No entanto, era apenas
um homem
cuja sombra não se externava.
Era como um mudo
que para dentro cantava
um paralítico
que internamente andava.
Sua sombra
era um pássaro
que sem asa
- voava.
30
Um homem foi visto
vagando no verão
sem sombra
às dez horas.
Tanta luz!
Por dentro
e fora.
Parecia a eternidade
quando se perde
do agora.
35
Era um homem que tinha vertigem
ante o poço da própria sombra.
Por isto retrocedia
quando em suas bordas pisava.
Sua sombra era um buraco negro
onde o dono
se abismava.
Affonso Romano de Sant’Anna
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
sábado, 25 de outubro de 2008
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
domingo, 19 de outubro de 2008
sábado, 18 de outubro de 2008
Castro - 12/10/08
Como de costume, no feriado de dia das crianças, fomos (Tadao, Ana, Takao, Yuji e eu) para Castro, visitar meu irmão e meus pais. Neste ano, o frio se estendeu (fora de época) e perguntei para o Yuichi no que isto acarreta para a lavoura. Disse que as plantas demoram mais para crescer e por isso é necessário, no mínimo, mais uma pulverização de veneno (ou sei lá o que) na plantação.
terça-feira, 29 de abril de 2008
segunda-feira, 24 de março de 2008
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
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