quinta-feira, 28 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
quinta-feira, 31 de março de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
Ryuichi Sakamoto - Chinsagu No Hana
Just as my fingernails are stained with the pigment from balsam flowers,
my heart is painted with the teachings of my parents.
Although the stars in the sky are countable,
the teachings of my parents are not.
Just as ships that run in the night are guided to safety by the North star,
I am guided by my parents who gave birth to me and watch over me.
There's no point in possessing magnificent jewelry if you don't maintain it;
people who maintain their bodies will live life wonderfully.
The desires of the person who lives sincerely will always run true
and as a result she will prosper.
You can do anything if you try,
but you can't if you don't
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
O sangue da buganvília
“Assim as nossas raízes de ferreiros muito antigos vão resistindo ao vento e à tempestade destes últimos tempos que, mais que o vento ou a areia do deserto, nos experimenta os corpos e vai retorcendo as almas. Por isso, às vezes tenho dúvidas e dificuldades quando a conversa tem que ver com buganvílias. É que estas coisas de parentesco são muito difíceis de conhecer bem e distinguir nas nossas terras. De uma coisa estou certa, venha quem vier, mudem as estações, parem as chuvas, esterilizem o solo, somos cada vez mais como as buganvílias: a florir em
sangue no meio da tempestade. “ Ana Paula Ribeiro Tavares, 1998.
sábado, 8 de janeiro de 2011
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
perfeito
A imagem mais linda que presenciei em toda minha vida.
domingo, 7 de novembro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
ocupação - 2
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
com teto - 1
Era uma casa vazia.
A porta de entrada era de ferro, parecendo a de um cofre de banco pela aparencia imponente e intransponível. Sabia-se que estava vazia pois não havia paredes externas nem internas, toda construção era de vidro. Paredes-janelas.
Ficava em uma rua bastante movimentada. Não tinha muros assim todos os passantes podiam vê-la. Serviaria de moradia, comércio, escola, restaurante, igreja, consultório, ou seja um abrigo para inúmeras possibilidades de uso, que tivesse alguma função. Mas estava lá vazia, sendo desejada por uns e preenchida pela imaginação das pessoas.
sábado, 18 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
sai deste corpo que me
pregadas em minha parede interna.
mas com o tempo
pareciam desbotar-se pela
fragilidade da incerteza, da dúvida
para uma reconstituição presente.
como se o hábito duradouro
deixou de ser.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
domingo, 27 de setembro de 2009
domingo, 6 de setembro de 2009
sábado, 8 de agosto de 2009
domingo, 19 de julho de 2009
Prof. Jamil
Como o céu é do Condor!
trecho do poema "O povo ao poder"
de Castro Alves, 1864
terça-feira, 14 de julho de 2009
Vende-se
quarta-feira, 1 de julho de 2009
terça-feira, 30 de junho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
tudo igual
Só estavam diferentes a luz do sol, as plantas ainda por crescer,
algumas valas a mais para escoar a água, outro caminho aberto para trafegar os tratores, um asfalto que foi liberado, ovelhinhas negras, laranjas no ponto para virarem suco, 4 filhotes de coelho, e um ar de que as coisas continuavam iguais.
sábado, 23 de maio de 2009
domingo, 3 de maio de 2009
PARADA CARDÍACA
essa falta de sentimento
não tem ninguém que segure,
vem de dentro.
Vem da zona escura
donde vem o que sinto.
Sinto muito,
sentir é muito lento.
Paulo Leminski
sábado, 4 de abril de 2009
domingo, 15 de março de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
domingo, 15 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
sábado, 24 de janeiro de 2009
Fotografia de Mallarmé
premeditada
como um crime
basta
reparar no arranjo
das roupas os cabelos
a barba tudo
adrede preparado
- um gesto e a manta
equilibrada sobre
os ombros
cairá - e
especialmente a mão
com a caneta
detida
acima da
folha em branco: tudo
à espera
da eternidade
sabe-se:
após o clique
a cena se desfez
na rue de Rome a vida voltou
a fluir imperfeita
mas
isso a foto não
captou que a foto
é a pose a suspensão
do tempo
agora
meras manchas
no papel rastro
mas eis que
teu olhar
encontra o dele
(Mallarmé) que
ali
do fundo
da morte
olha
Ferreira Gullar
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
sábado, 27 de dezembro de 2008
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
domingo, 7 de dezembro de 2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
domingo, 30 de novembro de 2008
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
sábado, 15 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
sábado, 1 de novembro de 2008
Por acaso - 01/11/08 - 10:36h
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
O HOMEM E SUA SOMBRA
Um homem nasceu sem sombra
- e na aldeia o evitavam.
No entanto, era apenas
um homem
cuja sombra não se externava.
Era como um mudo
que para dentro cantava
um paralítico
que internamente andava.
Sua sombra
era um pássaro
que sem asa
- voava.
30
Um homem foi visto
vagando no verão
sem sombra
às dez horas.
Tanta luz!
Por dentro
e fora.
Parecia a eternidade
quando se perde
do agora.
35
Era um homem que tinha vertigem
ante o poço da própria sombra.
Por isto retrocedia
quando em suas bordas pisava.
Sua sombra era um buraco negro
onde o dono
se abismava.
Affonso Romano de Sant’Anna

















































