quarta-feira, 22 de maio de 2013

estrelas


quero,
muito bem acompanhada,
ver-te,
em breve

domingo, 7 de abril de 2013

kinpiragobo


nolimite, numinsuportável
tênueentre
engulomolhado
parauma boaingestão


sexta-feira, 5 de abril de 2013


chuva
para desnodar
a garganta

carta ao acaso



nuvens brancas
passam
              em brancas nuvens




p.leminski


sábado, 16 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

irreversível


pêndulo
em
vôo livre

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

um olhar a cada dia


... ir atrás de rolos não revelados, todo esse caminho por algo que se crê perdido. Tem que ter muita fé. Ou é desespero.

... noites intermináveis escutando o gotejar dos líquidos. Às vezes soava como uma canção. Como uma canção. Soava como uma canção. Como uma canção...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

rilke, rilke


"Mas lá fora, lá fora tudo é desmedido. E no momento em que o nível de fora sobe, também em ti ele se eleva, não nos vasos que estão parcialmente em teu poder, ou na fleuma de teus órgãos mais impassíveis: mas ele cresce nos vasos capilares, aspirado para o alto até às últimas ramificações de tua existência infinitamente ramificada. É aí que ele sobe, é aí que ele transborda de ti, mais alto que a respiração; e, como último recurso, tu te refugias como que no ápice do teu hálito. Ah, e onde depois, onde depois? Teu coração te expulsa para fora de ti mesmo, teu coração te persegue, e já estás quase fora de ti, e já não podes mais. Como um escaravelho no qual se pisou, vazas para fora de ti mesmo e teu resto de dureza ou de elasticidade já não tem sentido."

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

g.b.


o exterior e o interior são ambos íntimos; estão sempre prontos a inverter-se, a trocar sua hostilidade. se há uma superfície-limite entre tal interior e tal exterior, essa superfície é dolorosa dos dois lados... "estar-aí" vacila e treme. o espaço íntimo perde toda clareza. o espaço exterior perde seu vazio.

não dão atenção a atividade de uma imaginação efêmera porque incorporaram a angústia, bem antes que as imagens a ativassem no âmago do ser.

... prolongando o exagero, temos, com efeito, alguma possibilidade de escapar aos hábitos da redução. a propósito das imagens do espaço, estamos precisamente numa região em que a redução é fácil, comum.

viver, viver realmente uma imagem poética é conhecer, numa de suas pequenas fibras, um devir de ser que é uma consciência da inquietação do ser... de tal modo sensível que uma palavra o agita.

pierre-jean jouve


pois estamos onde não estamos.

lembranças do mar profundo


Meu peso apoiava-se em sonho nessa água imaginária.

g.b.

domingo, 27 de janeiro de 2013

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

pessoa fernando


Não ser é outro ser.

barros de manoel


Não sei de tudo quase sempre quanto nunca.

objeto


 4 x 3                               .
  3 x 2     .
      .                            2 x 4
.                          1 x 3      .              

castro, dezembro de 2012




ventos

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

a língua mãe


Não sinto o mesmo gosto nas palavras:
Oiseau e pássaro.
Embora elas tenham o mesmo sentido.
Será pelo gosto que vem de mãe? de língua mãe?
Seria porque eu não tenha amor pela língua
de Flaubert?
Mas eu tenho.
(Faço este registro
porque tenho a estupefação
de não sentir a mesma riqueza as
palavras oiseau e pássaro)
Penso que seja porque a palavra pássaro em
mim repercute a infância.
E oiseau não repercute.
Penso que a palavra pássaro carrega até hoje
nela o menino que ia de tarde pra
debaixo das árvores a ouvir os pássaros.
Nas folhas daquelas árvores não tinham oiseaux
Só tinha pássaros.
É o que me ocorre sobre língua mãe.

Manoel de Barros

sábado, 5 de janeiro de 2013

fora do equilíbrio


Ao passo que, no equilíbrio e perto do equilíbrio, as leis da natureza são universais, longe do equilíbrio elas se tornam específicas, dependem do tipo de processos irreversíveis. Esta observação é conforme a variedade dos comportamentos da matéria que observamos ao nosso redor. Longe do equilíbrio, a matéria adquire novas propriedades em que as flutuações, as instabilidades, desempenham um papel essencial: a matéria torna-se mais ativa. (Prigogine, 1996:68)

lusco fusco



Gosto desta palavra, pois lembra lesma fusca. Assim, o fusca ao invés de joaninha seria uma lesma, com uma casa redonda sobre ela. Andaria lentamente se arrastando e deixando uma gosma de rastro. Um índice de sua passagem. Só andaria no horário do entardecer e amanhecer. Meio de transporte só utilizado nas horas de luz mais bonita. Em outros horários a lesma fusca ficaria parada, servindo de abrigo. De dentro sairia uma música, a que for melhor de ouvir para cada momento. A acústica interna é muito boa. Veículo utilizado por pessoas desprendidas do tempo e do movimento e que gostam de deixar vestígios.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

bom bom


me pegue pelas partículas, amor, fazendo voar de disco-voador ou com o vento, que seja.
antes e depois.
durante, também.
assim, inacreditavelment3 verdadeiro.
amém.

amor


fundamental

temporal


amor


atemporal


o que dizem os astros, as cartas, os deuses, os números, os espíritos, as almas, as naturezas, os santos, as ficções, as histórias, as palavras... sobre a vida?
o que se sabe?
uma crença e um tapa na cara, juntos, estremecem a razão sem explicação.

moscas voando ao lado de beija-flores.

assim segue

vivendo

vendo

endo


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

nova ano navo ona novo ano


sentimento da língua

.freud.


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

mê mimi hana kuchi



kokoro no koto yoku wakarimasen
demo, kotoshi wa, shinseki to vida o tyotto oboemashita
tottemo yasashii kimoti desu
yappari yokkata
imawa moo tyotto akaruku narimashita
rainen tanoshimi ni shimasu

por una cabeza



quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

tapete voador



às vezes, nem é necessário.
dá pra voar sem.
entre,
nem aqui nem ali

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

e. fabião


"... uma experiência, por definição, determina um antes e um depois, corpo pré e corpo pós-experiência. Uma experiência é necessariamente transformadora, ou seja, um momento de trânsito da forma, literalmente, uma trans-forma. As escalas de transformação são evidentemente variadas e relativas, oscilam entre um sôpro e um renascimento."

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

grau


yoshihisa - hatsu - isao
morifuku - yonemi - tami
isao - tami - sanae
sanae

terça-feira, 27 de novembro de 2012

corpo presente


renascer
num
puta que pariu!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012

inelutável


afeto
enquanto
ser

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

terça-feira, 6 de novembro de 2012

intermitente

.
atenção
.
.
distração
.
.
.
intersecção

devir


imanente
iminência

tempo
flutuante


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

distraída


um pouco joaninha
com asas douradas e pintas pretas.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Goethe


"Nada é mais difícil de suportar do que uma série de dias belos."


terça-feira, 23 de outubro de 2012

e mais tarde


dois loucos
sob 
águas
fora e dentro


pouco depois


no quintal


...

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

18:45

chuva de granito

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

2:30

e quando o tempo
não dá conta
do espaço
resta
o instante
vão
temporal

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

aparece


descasco o vazio
para ver se desaparece

e me acompanha todos os dias

terça-feira, 2 de outubro de 2012

terça-feira, 18 de setembro de 2012

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

caleidoscópio

vislumbrava
mesmo
no escuro

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

sentimental

mas, se não existisse mais borda
nem, profundidade
porém, só fluidez
portanto, só a superfície
planando suave ou bruscamente
e, sem existir direção
no vazio, sem espaço
nem, conteúdo
só, sensação
sentimento
disforme
com, tempo não linear
sem, números
sem, parâmetros
nem, letra
sem regras
o desejo desejando o desejo
órfão e sem órgãos

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

marcus accioly


"De substância inflamável/Toda manhã se incendeia."

domingo, 2 de setembro de 2012

sábado, 25 de agosto de 2012

impreciso porém necessário


latejante e exposto
contido na borda
à luz do sol desta tarde

terça-feira, 21 de agosto de 2012

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

bonde


a carne costurada renasce,
num pontual ou num etecetera,
inundada pelo sol,
reaquece dançando ao som
do desejo

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

domingo, 5 de agosto de 2012

novos ares


"...o que nunca soubemos, nos ensina num instante; o que jamais pensamos ser, viramos num momento."

Molière

segunda-feira, 30 de julho de 2012

tempo estável


fora - frio e chuva
dentro - quente e ensolarado


domingo, 29 de julho de 2012

exílio


"Eu própria nem sei o que digo, penso em tantas coisas e ainda sobra um vazio no coração e esse vazio é onde mais dói."
Adriana Lisboa

sexta-feira, 27 de julho de 2012

pular de costas



só para sentir o vento

terça-feira, 24 de julho de 2012

delírio


meu corpo está com febre
tremendo incontrolavelmente
o estômago dói
serão os remédios?
ou a cura?
ensandeci?
lsu morreu?

segunda-feira, 23 de julho de 2012

desejo


nesta vida eu quero é o gozo

terça-feira, 17 de julho de 2012

clarice lispector


O instante é este. O instante é de uma iminência que me tira o fôlego. O instante que é em si mesmo iminente. Ao mesmo tempo que eu o vivo, lanço-me na passagem para outro instante.

sábado, 14 de julho de 2012

estou



A vida em si é solitária. E só o corpo realmente nos pertence e o que nele contiver. Mas, o sentido da vida é mais amplo - as relações em que estamos inseridos e as significações que nos tocam e nos fazem pulsar, dentro e fora, desejos, escolhas, perdas, fraturas, movimentos, resignificações... o irônico é que a única certeza da vida é a morte, nascemos e vivemos com o duplo. Cada instante é vida e morte presentes. E o meu corpo, sabe/sente, tenta se equilibrar neste tempo e espaço que estou.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

pranto


o sentimento se materializa.
brota gota por gota,
rapidamente,
inunda
me

ontem


parte do que me faz hoje

futuro


sempre uma questão aberta

amanhã


mudarei de idéia
de hoje

hoje


segundo darwin,
em mim
o fim
de uma possível
evolução
biológica



domingo, 8 de julho de 2012

em todo caso


as unhas estão mais longas que uma volta na terra
o cérebro não cabe mais no crânio
o coração, maior que um abacateiro
os dentes, todos de vampiro
fincando a própria boca
as articulações, desgovernadas
a voz, fragmentada
os músculos, plumas
o sangue, gasolina
os olhos, ecoando
os sentimentos, sim
palavras, incertas

sexta-feira, 6 de julho de 2012

angústia


igual cocô!

estupor


por ora
chega.
pra lá
bem longe
de agora

vezes


a dor está escondida debaixo do nada
mesmo que invisível e impalpável
torna-se um monstro imaginário

mas quando visível e palpável
então, o quê?
real

esgotamento


o vento é o som do tempo
cantando ardido
até queimar
a dor

por ora


ora-ora-ora!


baque


os movimentos são aleatórios
imprevisíveis
um olho está pendurado
vendo seu entorno balançando
bloco nos pés
tronco podre
céu, céu? carregado
ar entra e sai 
diferente




eterno retorno


o chão é movediço
não há onde se segurar
a pele derrete
até a última célula
e vira pó

quantas vezes forem necessárias


chute no peito!
o corpo desestabiliza
o centro muda de lugar

o medo presente
mas,
pupila dilata
sangue ferve
pronta pro ataque!

terça-feira, 3 de julho de 2012

merleau-ponty


o espaço é existencial
e
a existência espacial.

Maria Bethânia - Odalisca Andróide / Tocando em frente



adeus


Lidia Sanae Ueta
ou
Ueta Sanae


exames


potencial elétrico?
ondas eletromagnéticas?
praticamente um microondas!


segunda-feira, 2 de julho de 2012

agudo


quase sem ar

respiro


na condição
particular
solitária
frágil
o inesperado
comove
pedra

Jeff Buckley - Hallelujah (Original Studio Version)



sábado, 30 de junho de 2012

reforma


o coração está com pouco espaço para bater.
então, abre-se o tórax, tira-se o que estiver sobrando
e pronto.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Nós que aqui estamos por vós esperamos (Marcelo Masagão)



o c o


vazio
infinito


mas se costurar
o oco
vira osso


meus ossos estão ocos
e dentro dos ocos
estou 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

oração


sono,
esteja comigo
quando eu pedir.

palavras evaporadas


se as lágrimas contivessem palavras
ao secarem,
não existiriam mais.

Incisão


abertura exposta                                  rasgo
no hermético                                         mim
interior.                                                  mesma.

entranhas                                             dor
para                                                       vira
fora.                                              cicatriz.



quinta-feira, 21 de junho de 2012

na merda


os sentimentos estão no corpo + os desejos, fora + a palavra, dentro e fora + a vida se instaura no todo = constante variabilidade = sempre fudida até o fim = qual, quando, como, o quê, por quê, onde está o fim

fim

mas,
não cabe

indizível
dor

e


tudo o que procuro escapa-me
ultrapassa o corpo



num . fluxo . inestancável
as . emoções . nascem . do . corpo


domingo, 17 de junho de 2012

vicissitude


de peito aberto
paixão
tome conta de mim

sábado, 16 de junho de 2012

ocupações


dançando o baile da vida...

pulsar


afeto
em cada milímetro³
de todo instante
que me atravessa
tateando a vida

sexta-feira, 15 de junho de 2012

pescando palavras


o mar é extenso
o tempo, 
incerto
com pitada de paciência

vento


a falta

em torno



tempo
embriaguez
e vento para movimentar

em si



um miolo
uma pantera
e vento para movimentar

quinta-feira, 14 de junho de 2012

um dois três e já


reverso
sem verso!!!!!!!


quarta-feira, 13 de junho de 2012

à margem do em si



além do em si mesmo o excluído desestabiliza

internalizando instaura reorganização processual


reforma







terça-feira, 12 de junho de 2012

rebola




























Maria Bethânia - A palavra


a que vim



enfrentamento do desassossego sem medo do soco
estou pronta para o pelejo
e deste lugar só saio quando for a hora


só não sei quando


ah, enganar o próprio erro
ou, elucidar o erro enganado
digo, encarar a lucidez


entender os limites
respirar e inspirar
a vida
com este corpo a que vim
crer no invisível
sentido


domingo, 10 de junho de 2012

novamente


estrutura
realocada,
redimensionada,
comovida;
ponto e vírgula;

L'Orchestre de Contrebasses - 08 Not portninwak



fragmentos de um discurso amoroso - barthes


"Telle esta la vie
Tomber sept fois
Et se relever huit."*

* Assim é a vida/ Cair sete vezes/ E levantar-se oito.
(provérbio japonês)

quarta-feira, 6 de junho de 2012


a palavra está guardada, por enquanto


domingo, 3 de junho de 2012

instância crônica


O que fazer para não Sentir
pele e entranhas Frágeis?
então, Ser o quê?

com a velha guarda da portela...




o pomar de pessegueiro




akira kurosawa

sexta-feira, 1 de junho de 2012


do nunca mais
espero ver
muito distante
do agora

quarta-feira, 30 de maio de 2012

preocupações


... dançando o baile do medo.

sexta-feira, 25 de maio de 2012


ela é o que se faz dela


quinta-feira, 24 de maio de 2012

desonda


na brisa
vi a beira
fazendo sereias

Chuva em Curitiba, 24 de maio de 2012



Se a palavra estivesse aqui, neste corpo que escreve, ou neste computador que media seria dependente ou autônomo? Se já não está mais neste corpo que escreve, nem neste computador que media onde está? A chuva fez derreter.

Frank Gratkowski + Hamid Drake + Larry Sieberth-- snug harbor 3/21/09 (A)



segunda-feira, 21 de maio de 2012

resta


dar sentido
conscientemente
explicados

sentido


de repente, urgências
estranhamente
(in)explicadas

terça-feira, 15 de maio de 2012

segunda-feira, 14 de maio de 2012

clarice l.


A verdade é sempre um contato interior e inexplicável.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

processo


carrêgo
descarrêgo
parto

quarta-feira, 2 de maio de 2012

domingo, 29 de abril de 2012

quinta-feira, 26 de abril de 2012

hoje

 o corpo chove como a chuva chora

segunda-feira, 23 de abril de 2012

quinta-feira, 19 de abril de 2012

mundos


Um elevador lento e de ferragens
Belle Époque
me leva ao antepenúltimo andar do Céu,
cheio de espelhos baços e de poltronas como o hall
de qualquer um antigo Grande Hotel,

mas deserto, deliciosamente deserto
de jornais falados e outros fantasmas da TV,
pois só se vê, ali, o que ali vê
e só se escuta mesmo o que está bem perto:

é um mundo nosso, de tocar com os dedos,
não este - onde a gente nunca está, ao certo,
no lugar em que está o próprio corpo

mas noutra parte, sempre do lado de lá!
não, não este mundo - onde um perfil é paralelo ao outro
e onde nenhum olhar jamais encontrará...

mário quintana

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Friedrich Nietzsche


"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música."


domingo, 15 de abril de 2012

Denise Stoklos


"... Sim, minhas mãos são esqueleto embaixo de carne, eu sou esqueleto embaixo da pele, você é esqueleto, ele é esqueleto, nós temos de conjugar diariamente essa realidade. ..."

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Helena Kolody


Não ando na rua.
Ando no mundo da lua,
falando às estrelas.

domingo, 8 de abril de 2012

rebelde, indefinida, disforme


dança passo
dança golpear a terra
movimentos etéreos gestos contraditórios e concretos
pairar, esvoaçar pisar, amassar o chão
mãos pés

miró


O vôo é tanto mais possível quanto mais se fincam os pés na terra.


sexta-feira, 6 de abril de 2012

campo

,trago em mim.

campo expandido

desde o mínimo átomo
das entranhas
desnudo
de restrições
de altura
largura
profundidade e
tempo

um pouco
mais

além


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Humo

123

456
789
10 11 12

bem vindas
boas novas



quinta-feira, 29 de março de 2012

meias nos pés


Saudade do cabelo ao vento.
Com meias nos pés escorrega pela sala
para buscar um movimento e o vento.
Aos poucos coça redondo o ar
e sente pelos olhos o suor escorrer.
Lembra que o tempo acaba a cada instante,
mas não apaga. Só aumenta a
saudade do cabelo ao vento.


segunda-feira, 26 de março de 2012

eduardo fukushima

.


.

azul-corvo


Você é algo híbrido e impuro. E a intersecção dos conjuntos não é um lugar, é apenas uma intersecção, onde duas coisas inteiramente distintas dão a impressão de se encontrar.

adriana lisboa



quarta-feira, 21 de março de 2012

registro


Visíveis no facho de ouro jorrado
porta adentro, mosquitinhos,
grãos maiores de pó.
A mãe no fogão atiça as brasas e
acende na menina o nunca mais
apagado da memória:
uma vez banqueteando-se, comeu
feijão com arroz
mais um facho de luz.
com toda fome.

adélia prado


segunda-feira, 19 de março de 2012

anônimo


dizem que os velhos falam sobre o passado e os jovens sobre o futuro.


domingo, 18 de março de 2012

brecht, apud, barthes

Programa de uma vanguarda:
"O mundo saiu certamente de seus eixos, só movimentos
violentos podem reencaixar tudo. Mas pode ser que , dentre os
instrumentos que servem para isso, exista um pequeno, frágil,
que exija uma manipulação leve."


Sky High ROOT SOUL feat.CRO-MAGNON

rafael teixeira


algo que arranha e é imprevisível


quinta-feira, 15 de março de 2012

terça-feira, 13 de março de 2012

segunda-feira, 12 de março de 2012

Gozo Yoshimasu


Umedecendo silenciosamente a raiz do tempo.


sábado, 10 de março de 2012

moacir amâncio


Aventura nunca tentada, navegar o convexo do olho
sem quebrar segredo nem casca.

sexta-feira, 9 de março de 2012

o mesmo


a cada instante
já não é mais


entremeio




entre


possibilidades
infinitas

entre



quinta-feira, 8 de março de 2012

visto que


fazer
dançar o
olhar


sexta-feira, 2 de março de 2012

claro


em um campo
aberto
vê-se todas as peças
do jogo
muito longe do
xeque-mate


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

gertrude stein


uma rosa é uma rosa é uma rosa


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

do passado


os fantasmas
me atravessam
trazem o meu rosto
a minha cor
o meu andar
a minha voz
a minha dor



terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

kokoro


o corpo pulsa

o coração pensa



sol e lua


meio-dia

ping-pong

meia-noite


domingo, 19 de fevereiro de 2012

ervilha sobre colchões


estou fora
do meu meio

corpo
alma

sou
imagem



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

beija-flor


colocou estrelas nos pés
para flutuar um pouco
e sentir menos
o peso do pensamento


sábado, 11 de fevereiro de 2012

não dito


invólucro incorporalmente familiar
pensando em nada
deixando escapar algo que não sabe
mas que se sente
simplesmente
incompletude
presente



Yosuke Yamashita


Burning Piano, 2008

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

tyotin




corpo



sinto

a visão,
o olfato,
o tato,
a audição,
o paladar,

doerem

minha pele dói
meu cabelo dói
minhas víceras doem
meu gosto dói
meu pensamento dói

tudo sinto

o corpo veste a alma?





sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Hai-kai


No meio da ossaria
Uma caveira piscava-me...
Havia um vaga-lume dentro dela.

Mário Quintana

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

terça-feira, 18 de outubro de 2011

cage



[espaço
..................................................................tempo]

sábado, 24 de setembro de 2011

modelos


Castro, 10 de setembro de 2011

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

sopro cardíaco

inspira silêncio
expira palavra

suporte

quase morte sufocada pela
mudez,
guardando ferramentas,
só com o apoio da coluna

terça-feira, 12 de julho de 2011

quinta-feira, 23 de junho de 2011

a cada camada retirada
mais fina
a espessura,
mais frágil e
transparente

terça-feira, 21 de junho de 2011

fui dormir hoje
e acodei ontem

quinta-feira, 16 de junho de 2011

variações

de humor
e de vontades

dobrando a esquina

agora quero beijar dos pés à cabeça

pisar na formiga só para ouvir o estalo

.
me perguntaram por que sou tão rebelde

.
respondi por não ter causa

.
vou embora

.
agora

quinta-feira, 9 de junho de 2011

perdi-me

quando as coisas
não couberam mais em mim

quarta-feira, 8 de junho de 2011

desvio - 22h

de repente,

uma vontade de beijar na boca

e daí

sexta-feira, 3 de junho de 2011

mas

percebi que as coisas não
cabiam dentro de uma
caixa de papelão
ou em qualquer outra embalagem.
afinal, onde guardar o que
não tem tamanho?

sábado, 28 de maio de 2011

então

resolvi colocá-los numa caixa de papelão,
dessas de supermercado,
e agora estou decidindo:
mudança,
descarte,
arquivamento,
nda.

terça-feira, 24 de maio de 2011

:

a nostalgia
absorvi

segunda-feira, 23 de maio de 2011

:

o silencio
eu herdei

domingo, 8 de maio de 2011

descontínuo

profana mão
propaga boca
propaga profana

quinta-feira, 28 de abril de 2011

condição

vácuo furta-cor

segunda-feira, 11 de abril de 2011

quinta-feira, 31 de março de 2011

quarta-feira, 9 de março de 2011

Ryuichi Sakamoto - Chinsagu No Hana




Just as my fingernails are stained with the pigment from balsam flowers,
my heart is painted with the teachings of my parents.
Although the stars in the sky are countable,
the teachings of my parents are not.
Just as ships that run in the night are guided to safety by the North star,
I am guided by my parents who gave birth to me and watch over me.

There's no point in possessing magnificent jewelry if you don't maintain it;
people who maintain their bodies will live life wonderfully.
The desires of the person who lives sincerely will always run true
and as a result she will prosper.
You can do anything if you try,
but you can't if you don't

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O sangue da buganvília

“Assim as nossas raízes de ferreiros muito antigos vão resistindo ao vento e à tempestade destes últimos tempos que, mais que o vento ou a areia do deserto, nos experimenta os corpos e vai retorcendo as almas. Por isso, às vezes tenho dúvidas e dificuldades quando a conversa tem que ver com buganvílias. É que estas coisas de parentesco são muito difíceis de conhecer bem e distinguir nas nossas terras. De uma coisa estou certa, venha quem vier, mudem as estações, parem as chuvas, esterilizem o solo, somos cada vez mais como as buganvílias: a florir em

sangue no meio da tempestade. “ Ana Paula Ribeiro Tavares, 1998.

sábado, 8 de janeiro de 2011

procura

quero abraçar a palavra
que distraidamente sente o vento
tocando a sua face.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

perfeito

Fordlândia, 27 de novembro de 2010 - 10:30h.

A imagem mais linda que presenciei em toda minha vida.

domingo, 7 de novembro de 2010

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

tempo

a cada manhã
rejuvenesço

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

tempo

... a cada noite envelheço...

sábado, 16 de outubro de 2010

toque de caixa

revendo tantos olhares mortos,
tenho dúvidas sobre o meu próprio.

domingo, 26 de setembro de 2010

ocupação - 2

Depois de um tempo, correu-se um boato de que debaixo do chão desta construção havia algo enterrado. Mas, ninguém sabia se era verdade a história e muito menos o que haveria ali.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

com teto - 1

Era uma casa vazia.

A porta de entrada era de ferro, parecendo a de um cofre de banco pela aparencia imponente e intransponível. Sabia-se que estava vazia pois não havia paredes externas nem internas, toda construção era de vidro. Paredes-janelas.

Ficava em uma rua bastante movimentada. Não tinha muros assim todos os passantes podiam vê-la. Serviaria de moradia, comércio, escola, restaurante, igreja, consultório, ou seja um abrigo para inúmeras possibilidades de uso, que tivesse alguma função. Mas estava lá vazia, sendo desejada por uns e preenchida pela imaginação das pessoas.

estranho


sábado, 18 de setembro de 2010

terça-feira, 14 de setembro de 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

sai deste corpo que me

as palavras eram como fotos velhas
pregadas em minha parede interna.
mas com o tempo
pareciam desbotar-se pela
fragilidade da incerteza, da dúvida
para uma reconstituição presente.
como se o hábito duradouro
deixou de ser.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

domingo, 27 de setembro de 2009

domingo, 6 de setembro de 2009

sábado, 8 de agosto de 2009

domingo, 19 de julho de 2009

Prof. Jamil

A praça, a praça é do Povo!
Como o céu é do Condor!

trecho do poema "O povo ao poder"
de Castro Alves, 1864

Do Make Say Think - A Tender History In Rust

terça-feira, 14 de julho de 2009

Vende-se

Esta foto tem aura.
A condição atual da cópia fotográfica é:
o rabisco de NÃO IMPORTA
está mais evidente e tem
um chicletes grudado na imagem.
Sofreu intervenções de vários outros artistas.
Obra única.
Garantia de 6 meses.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Castro, 14 de junho de 2009


Kei, Sanae, Susie, Yuji, Ana

terça-feira, 30 de junho de 2009

veja

isto é arte.

sinta

isto é arte.

pense

isto é arte.

viva

isto é arte.

sim

isto não é arte.

domingo, 14 de junho de 2009

tudo igual

Sim, pensou que era mais um dia como outro qualquer.
Só estavam diferentes a luz do sol, as plantas ainda por crescer,
algumas valas a mais para escoar a água, outro caminho aberto para trafegar os tratores, um asfalto que foi liberado, ovelhinhas negras, laranjas no ponto para virarem suco, 4 filhotes de coelho, e um ar de que as coisas continuavam iguais.

domingo, 3 de maio de 2009

PARADA CARDÍACA

Essa minha secura
essa falta de sentimento
não tem ninguém que segure,
vem de dentro.

Vem da zona escura
donde vem o que sinto.
Sinto muito,
sentir é muito lento.

Paulo Leminski

sábado, 4 de abril de 2009

o buraco era tão fundo
que ia
além do japão.

domingo, 15 de março de 2009

"O sapo já estava velho demais
quando percebeu o
mundo além do buraco."

Morifuku Sogabe - senryu

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009